Orientação Profissional
Toda decisão envolve uma certa dificuldade porque implica em escolhas. Decidir-se por uma profissão parece mais complicado porque existem muitas alternativas ocupacionais a serem consideradas. Quando quem decide é um adolescente, essa escolha gera mais conflito em função não apenas das dificuldades próprias dessa fase, mas também pelas sérias implicações que a decisão presente pode acarretar no futuro.
Primeiramente é importante apontar que o termo “Orientação Vocacional” tem sido atualmente substituído pelo termo “Orientação Profissional”, numa tentativa de evidenciar um novo posicionamento ético e filosófico da área. O termo “vocacional” supõe que exista uma vocação, uma característica inata (que nasce com o indivíduo), a ser descoberta, suposição já superada pela concepção atual do homem como um ser que possui sua história genética, pessoal, familiar e cultural, que é “livre para escolher”, e que tem uma grande capacidade de aprendizagem, ou de aquisição de novas habilidades ao longo de sua vida.
A orientação profissional tem como objetivo principal auxiliar o indivíduo na sua escolha profissional, e isso é realizado com base em dois aspectos imprescindíveis: 1) o autoconhecimento e 2) as informações sobre as profissões. O adolescente precisa conhecer suas aptidões (combinações de habilidades inatas e adquiridas que demonstram algo que o indivíduo faz bem, algo que tem facilidade para fazer; mas não significa que este algo o agrade), seus interesses (o que gosta de fazer, e pode ter ou não relação com as aptidões que possui), seu potencial de aprendizagem (o que o indivíduo pode desenvolver), e suas habilidades (algo que a pessoa aprende, treina, e portanto, sabe fazer).
Além disso, é importante o adolescente conhecer as profissões existentes, bem como quais são mais acessíveis à sua realidade e que poderiam corresponder às suas expectativas de estudo e de trabalho futuro.
Portanto, é função do processo de Orientação Profissional desenvolver no adolescente as habilidades necessárias para a tomada de decisão, bem como levar o adolescente a associar suas características pessoais com o perfil das profissões que mais o agradam, e que lhe trariam mais satisfação profissional e pessoal.
Mariana Sarro Pereira
Psicóloga – CRP-06/80849
Graduada pela UNESP
Mestre pela UFSCar
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